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Algumas palavras sobre a Guerra Fria


Com o término da Segunda Guerra Mundial, emergem no cenário mundial duas grandes potências bélicas, que conseguiram seus lugares de destaque durantes as guerras: Estados Unidos, com sua economia baseada no capitalismo e a URSS, que comandava seu sistema de forma centralizada e socialista.


Dados os conflitos de interesses existentes entre essas duas grandes potências opostas, têm início a Guerra Fria, baseada na “ameaça nuclear”. A Guerra se dava sobre a grande ameaça  mundial de que, a qualquer momento, um míssel poderia ser disparado e, assim, a humanidade se encontraria face a face com o apocalipse. Esta corrida nuclear acabou por gerar também uma corrida armamentista, eclodidndo em grandes conflitos armados entre os Estados apoiadores do capitalismo e os ditos socialistas.

Devido a este conflito que duraria até 1987, em consequência da grande disputa nuclear e armamentista que acontecia particularmente entre as das potências, se desenvolve um grande avanço das ciências humanas, da economia internacional, da relativa promoção e estabelecimento de relações pacíficas entre os Estados, vistas as necessidades de cada fator para que a grande guerra verbal mantesse seu poder de ameaça sobre o mundo, desta forma, controlando-o.

Tendo em vista que, neste período, ou um Estado apoiava o sistema capitalista ou o socialista, não havendo, então, meio termo, se tornava cada vez mais visível um mundo bipolarizado comandado por essas duas grandes nações. Mundo este, que só viria a perder espaço para a globalização com a derrocada do socialismo soviético em 1987.

A Guerra Fria se encontra inserida dentro do contexto da Segunda Guerra, uma fez que teve início devido as linhas democráticas que foram inseridas na nova geografia mundial, entre 1943 e 1945, que acabou por dividir o mundo entre os EUA, capitalismo e URSS, socialismo. Desta forma, este conflito é também divido em duas fases. A primeira, marcada pela grande ameaça da eclosão de uma grande guerra mundial e pelo avanço tecnológico, e a segunda, onde começaram a surgir problemas paralelos à Guerra Fria que também ajudaram para que a mesma findasse, como as duas crises globais do petróleo, ambas causadas pela intervenção da OPEP, em 1973 e 1979, respectivamente.

A Guerra Fria é, por alguns, considerada como “a primeira guerra que jamais findou” ou “a terceira guerra, que nem se lutou”.


Ao final da guerra, a Europa acabou por ser dividida de acordo com as forças de ocupação dos EUA  e URSS. Alemanha, por sua vez, teve seu território completamente dividido em colônias de intervenção tanto soviéticas quanto capitalistas, muito por consequência de ter sido considerada a principal causadora das duas primeiras grandes guerras.

Nunca, nos 43 anos do contexto da guerra fria, houve qualquer espécie de confronto direto entre os Estados Unidos e URSS. Se não tivemos um guerra quente, como já dizia Hobsbawn, talvez  tenha ocorrido uma “paz fria”. A famosa e tão terrível guerra fria acabou por se tornar nada mais que uma guerra utópica de ameaças nucleares e extinção de toda a humanidade. Utópica porque mesmo que as duas potências desejassem obter o domínio sobre a outra e, desta maneira, ter domínio mundial, tanto uma quanto a outra sabiam que não era viável que um confronto realmente viesse a acontecer. Era baseada em ameaças porque, com as consequências de batalhas, as duas sairiam, de certa forma, derrotadas. 

Na considerada Primeira Guerra fria (1945 – 1973), o período mais conturbado com o da doutrina Truman, que lançou os EUA em três campanhas: China, 1949, Coréia, 1950 e Revolução Iuguslava de Tito, 1948, todas com intervenção soviética.

Quando, em 1953, a URSS testa sua primeira arma nuclear na Sibéria, as duas potências abandonam a guerra, assinando um tratado de não enfrentamento nuclear direito, justamente porque seria um pacto considerado suicida que, se levado adiante, não interessaria nenhum dos lados. Entretanto, as duas nações acordarem que não haveria mais uma guerra nuclear entre si, certamente não incluía o fato de ataques nucleares contra outros Estados, como: EUA x Vietnã, 1965, e URSS x China, em 1969, onde não houve qualquer tipo de ataque nuclear.

Havia uma confiança mútua de que, apesar da guerra por poder, nenhum dos dois países realmente queriam um confronto nuclear direto. Essa mesma confiança acabou por ser abalada em 1962, momento em que se dá a crise dos mísseis cubanos, a qual deixou o mundo a espreita de uma real guerra desnecessária por alguns dias.



Enquanto os EUA acreditavam que, ao sair da Segunda Guerra, o mundo estaria a beira de uma instabilidade global, mergulhando em uma crise nunca antes vista, a URSS foi beneficiada pelo desmoronamento internacional causado pela mesma guerra, propiciando, para a mesma, influência interna dentro de alguns países, principalmente europeus.

Nesta primeira fase da Guerra Fria, a mesma inspira dois combates armados de grande porte: a guerra da Coréia, 1950/1953, e a guerra do Vietnã, 1965/1975.

O início da década de 60 é marcado por uma trégua estabelecida entre as duas grandes nacões, denomininado “détent”, que viria a durar até 1973, sendo interrompido pela dita crise de mísseis cubanos. Neste mesmo período, paralelamente, concluia-se a construção do Muro de Berlim, separando ao lado soviético do capitalista.

O período conhecido como “ A Segunda Guerra Fria” inicia-se com uma grande crise econômica global, causada pela primeira grande crise do petróleo, devido a alta inflação nos preços do mesmo. Essa decisão tomada pela OPEP, em 1973, tem grande relevância no enfraquecimento do domínio norte-americano.

Entretanto, entre 1974 e 1979 tem início uma nova onda de revoluções na África, Oriente Médio e América, propiciando à URSS a instalação de bases militares dentro de outros territórios. Tranfere-se, desta maneira, a competição entre esses dois sistemas também para os países ditos de Terceiro Mundo.

Em 1986 e 1987, Mikail Gorbachev, artavés da política perestroika e de uma intensa negociação com o governo Reagan, pôs fim na Guerra Fria por meio de dois acordos nas cidades Reykjavik e Washington.

Em 1991, com a queda do Muro de Berlim, têm fim o último suspiro da Guerra Fria, o que não significava realmente a vitória do capitalismo mas, sim, apenas que este sobreviveu melhor aos anos de crise e instabilidade política, econômica e social do período pós-guerra.



Tem término, assim, o mundo bipolarizado, dando lugar a atual globalização.

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